terça-feira, 21 de setembro de 2010
Semana Europeia da Mobilidade
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O Terremoto de 1755

As tropas francesas de Napoleão conservaram-se nesta cidade entre Novembro 1810 e Março de 1811, fazendo de Santarém seu quartel-general. Os danos provocados, quer à população, quer ao patrimônio, foram incalculáveis.
Durante as lutas entre liberais e absolutistas, em 1833, o rei D. Miguel escolheu Santarém para se acolher, juntamente com o seu exército, tendo feito corte e quartel-general no palácio onde estão atualmente instalados os Paços do Concelho. Só em 18 de Maio de 1834, Saldanha e as tropas liberais conseguem entrar na cidade.
Santarém foi elevada à categoria de cidade por alvará de 24 de Dezembro de 1868, referendado pelo rei D. Luís I, e assinado pelo Marquês de Sá da Bandeira, nascido na cidade em 1795, e pelo Bispo de Viseu.
No século XIX, a cidade possuía três mil, novecentos e sessenta fogos.
Dentro dos limites geográficos do concelho existem atualmente, para além das quatro freguesias urbanas, outras vinte e quatro freguesias rurais, distribuindo-se por uma área total de aproximadamente 566 Km².
Desde o passado dia 21 de Janeiro, que a cidade de Santarém integra a Rede de Cidades Romanas do Atlântico. Esta rede foi constituída na Feira de Turismo de Madrid – Fitur, Espanha, e que conta com parceiros de diversos países.
Esta rede tem como principal objectivo dar a conhecer o mundo romano a partir de uma perspectiva muito inovadora, contribuindo para um melhor posicionamento turístico das cidades, em que uma rede de municípios, que integra Santarém, pode mobilizar parceiros, na sua área de influência, que contribuam para dinamizar os recursos existentes, actividades culturais e criar produtos e acções turísticas diferenciadas.
Santarém, mais duas empresas municipais
O executivo da Câmara Municipal de Santarém aprovou a constituição de duas empresas municipais, uma para a área da reabilitação urbana e outra para as áreas da cultura e turismo, anunciaram fontes autárquicas.
A Sociedade de Gestão Urbana – a STR Urbis – de Santarém vai ter um capital de aproximadamente 4,4 milhões de euros em bens imóveis da autarquia e de mais 521 mil euros em dinheiro, num total de cinco milhões de euros.
A sociedade de gestão urbana vai permitir ao município aceder a fundos comunitários do QREN através do trabalho em rede com a LT – Sociedade de Reabilitação Urbana da Lezíria e Vale do Tejo, uma empresa em criação pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT).
Para além de Santarém, a CIMLT pediu “máxima urgência” na constituição de uma sociedade de reabilitação em Coruche.
Santarém vai contribuir com 116 mil euros na LT – SRU, realizados em parte através da entrega de um terreno para construção no valor de 69 mil euros, e a restante parte em dinheiro. Coruche deve avançar com cerca de 72 mil euros, realizados também através da entrega de um terreno, no valor de 56 mil euros, e o resto em dinheiro.
A empresa municipal de cultura e turismo de Santarém, a CUL TUR, vai ser criada para gerir alguns dos equipamentos culturais da cidade, entre eles o Teatro Sá da Bandeira, a Casa do Brasil, a cafetaria Moinho de Fau e o edifício do restaurante das Portas do Sol.
Com um capital de cinco milhões de euros, 100 por cento públicos, a empresa mereceu o voto contra do PS na reunião de câmara do dia 7 de Dezembro.
Segundo o presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores, estas duas empresas municipais devem estar em funcionamento entre Janeiro e Fevereiro.
Notícia em Correio do Ribatejo.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Aérodromo de Santarém

O Aérodromo de Santarém presta serviços de transporte de passageiros, bem como é uma escola onde pode adquirir o Brevet de piloto nivel 1.
Pista certificada - sim
Localização - 3,7 Km a Sul de Santarém ( mapa ao fundo da Página )
Responsavel - Para Clube de Santarém
Director - José Cordeiro Duarte ( Telemovel - 967 079 954 ) Email - cordeiroduarte@oniduo.pt
Morada - Aeródromo de Santarem - Quinta de S. Lino - Ómnias - 2000 Santarem
Tel/Fax - 243 323 178
Horário - Diurno
Manga de vento - Sim
Marcas na Pista - Sim
Restaurante/Bar - Sim
Transportes - Taxi
Combustíveis - Gasolina AvGas 100LL (da BP)
Hangar - 2
Guarda - Permanente
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Piscinas de Santarém
Os dois complexos são geridos pela SCALABISPORT.
A empresa municipal Scalabisport passou a gerir todos os equipamentos desportivos propriedade do município de Santarém.
A alteração dos estatutos veio também ser aproveitada para dar possibilidade à empresa de construir novos equipamentos desportivos.
A SCALABISPORT – Gestão de Equipamentos e Actividades Desportivas, E.E.M., é uma entidade empresarial local dotada de personalidade jurídica, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, tutelada pela Câmara Municipal de Santarém, que tem a seu cargo a gestão e dinamização de vários espaços desportivos do concelho.
Ver em: SCALABISPOT
Sacapeito

Jardim de Baixo
Câmara Municipal de Santarém
A Câmara de Santarém e as juntas de freguesia do Concelho assinaram um protocolo de delegação de competências, que entrou em vigor e estará vigente até ao final do mandato autárquico.
Ver em:Câmara de Santarém

Serviços online:
Registo, Roteiro municipal, Mapas estatísticos, Obras Particulares, Consulta ao PDM, Plantas de Localização, Contratos Públicos.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Estrutura Etária
A configuração da pirâmide etária, com o progressivo estreitamento da base e alargamento do topo, demonstra o envelhecimento da população do Concelho.
Evolução demográfica da população.
População do concelho de Santarém (1801 – 2004)
1801 - 37304
1849 - 15425
1900 - 41994
1930 - 54701
1960 - 63777
1981 - 62896
1991 - 62621
2001 - 63563
2004 - 64124
Embora se verifique a tendência geral para o envelhecimento, a população da cidade é incontestavelmente mais jovem.
Segundo as projecções para o ano 2010, em Santarém 1/4 da população terá mais de 65 anos.

Transformações Recentes
Com uma área de 560 Km2 e uma população de 63.563 habitantes, o concelho de Santarém é o terceiro maior em área dos onze que constituem a Lezíria do Tejo e o mais populoso, albergando também a maior cidade da sub-região.
Durante a última década os quantitativos populacionais não registaram grandes alterações. Ainda assim, esta estabilização esconde consideráveis diferenciações internas. De facto, as quatro freguesias urbanas (Marvila, S.Nicolau e S.Salvador) beneficiaram de um acréscimo populacional de 10%, contrariamente às restantes 24 freguesias que, como um todo, registaram um decréscimo de 4%. A cartografia da variação populacional entre 1991 e 2001 permite confirmar estas conclusões, na medida em que as freguesias urbanas de S.Nicolau e S.Salvador foram as que registaram maiores acréscimos populacionais, enquanto a maioria das freguesias rurais e a Ribeira de Santarém foram as que registaram maiores quebras. A análise da densidade populacional permite reforçar os contrastes entre as três freguesias urbanas do planalto e a maioria das restantes freguesias do concelho que apresentam menores densidades de ocupação do território. Um dos fenómenos demográficos mais marcantes da sociedade portuguesa - a quebra dos índices de fecundidade - afectou com particular incidência o concelho de Santarém, gerando alterações significativas na sua estrutura etária. Com efeito, reforçou-se a tendência, já anteriormente esboçada, para o envelhecimento da população (o índice de envelhecimento concelhio é de 146%, valor superior à média nacional).
Ver mais em: Young Reporters > Concelho de Santarém
Feira da Agricultura e a da Gastronomia

As feiras e festas trazem muita gente a Santarém, algumas destas feiras são conhecidas internacionalmente como a da Agricultura e a da Gastronomia.
As feiras são actividades que fazem parte da economia da região.
A feira da agricultura ou feira do Ribatejo, começa no inicio de Junho e prolonga-se por 10 dias.Em santarém no (CNEMA),podemos encontrar a feira do gado que se realiza todos os sábados das 4 às 12 horas.No campo Emílio Infante da Câmara, realiza-se todos os segundos e quartos domingos de cada mês, a Feira Quinzenal onde se vendem produtos agricolas, vestuários e utensilios diversos.
A primavera é marcada pela Feira do Milagre, que se realiza nas segundas e terceiras semanas de Outubro.
A feira da Agricultura é o ponto mais alto dos certames realizados no CNEMA. É o evento que mais atrai visitantes em Santarém, durante os oito primeiros dias de junho. Nesta feira podemos apreciar comidas típicas, artesanato e Ranchos Folclóricos entre outros espetáculos.
A Feira das Velharias realiza-se no quarto sábado de cada mês no Largo Padre Chiquito, em pleno Centro Histórico.E também temos o Mercado Municipal, contruido em 1928-1930, onde pode-se apreciar bélissimos painés de azulejos alusivos ao património local e regional e pode-se adquirir diversos produtos horticulas e outros.
Festas
No 1º Domingo após a Páscoa celebra-se a Festa do Santíssimo Milagre, com missa solene, e procissão pelas ruas da cidade.
Na comemoração do dia 25 de Abril, as ruas da cidade animam-se geralmente com desportos, desfiles de Ranchos Folclóricos e bandas do Conselho.
De 2 a 10 de Junho celebra-se a festa do touro, ou seja a Festa Brava, em que não faltam as tão apreciadas touradas.
De 5 a 9 de Agosto tem lugar as Festas de Santa Iria em honra a nossa Senhora da Saúde, na Ribeira de Santarém.
Festivais
Já conceituado é o Festival Internacional de Música de Santarém, que é constituído pela Orquestra de Câmara de Pedro Alvares Cabral.
Em Setembro, durante a primeira semana de Setembro, realiza-se o Festival Internacional Celestino Graça, que se apresenta no CNEMA. No mesmo âmbito se realiza também o Festival Internacional do Teatro Juvenil (FiTj) e a Bienal de Palhaços.
No 1º fim de semana de Outubro, no CNEMA realiza-se a Lusoflora, uma rara feira internacional dedicada ao comércio de flores e plantas ornamentais. Para animar a festa cé promovido concursos de arranjos florais.
Artesanato

Subdivisões administrativas

• Abitureiras
• Abrã
• Achete
• Alcanede
• Alcanhões
• Almoster
• Amiais de Baixo
• Arneiro das Milhariças
• Azóia de Baixo
• Azóia de Cima
• Casével
• Gançaria
• Marvila (Santarém)
• Moçarria
• Pernes
• Pombalinho
• Póvoa da Isenta
• Póvoa de Santarém
• Romeira
• Santa Iria da Ribeira de Santarém (Santarém)
• São Nicolau (Santarém)
• São Salvador (Santarém)
• São Vicente de Paul
• Tremês
• Vale de Figueira
• Vale de Santarém
• Vaqueiros
• Várzea
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Breve História de Santarém
O Terramoto de 1755 destruiu grande parte do património mais notável da Vila, em particular igrejas e conventos.
No contexto das Invasões Francesas e da Guerra Peninsular, mais uma vez, Santarém assumiu um papel estratégico-militar fundamental, mas viu grande parte do seu património mais significativo ser destruído e saqueado pelo vandalismo dos ocupantes.À semelhança de outras cidades amuralhadas, o Centro Histórico de Santarém é constituído por uma teia de ruas estreitas e sinuosas. Ruas que apresentam linhas e cores inesperadas, becos, arcos, calçadas e escadinhas que se adaptam ao ondulado do planalto e da encosta. Durante o Século XIX, Santarém voltou a estar ligada a alguns dos principais acontecimentos da História do nosso País. Para além de servir de palco das Guerras Penínsulares (quartel-general das III Invasões Francesas lideradas pelo General Massena), e sitiada pelo Duque de Wellington em 1810-11, (acontecimentos dos quais nos ficou uma narrativa de viagens do médico escocês e oficial do exército inglês, John Gordon Smith, extraordinário relato contemporâneo designado "Santarém or sketches of manners and costums in the interior of Portugal"), a urbe foi uma das cidades de primeira linha das lutas liberais. Sá da Bandeira (Estadista e Militar), Passos Manuel (Estadista e Militar), Braamcamp Freire (Político) são exemplos de liberais nascidos e ligados a Santarém.
Refira-se o papel de Santarém na opção democrática do Portugal actual, traduzido no forte apoio ao movimento libertador do 25 de Abril de 1974, liderado pelas tropas do Capitão Salgueiro Maia.
Pela sua projecção histórica, bem se pode dizer, com Almeida Garrett, que Santarém é "um livro de pedra em que a mais interessante e mais poética das nossas crónicas está escrita". É natural que a cidade de Santarém seja Património Mundial, pois poucos cidades podem-se gabar de ter tamanha riqueza cultural e um vasto património que ainda nos dias de hoje resiste ao tempo.
Percorrendo a cidade, pórticos e rosáceas, arcarias e frestas, elementos decorativos de traço ogival, janelas manuelinas, cunhais da renascença, escudetes afonsinos, torres e cúpulas, revelam-nos um núcleo urbano em que o civil e o religioso convivem e se entrelaçam. Os inúmeros e valiosos exemplares da arte gótica conferiram-lhe o epíteto de “Capital do Gótico”. Aqui, jamais o arqueólogo, historiador, artista ou simples passante, deixará de se sentir arrebatado.
Nesta "Acrópole Ribatejana", a Porta do Sol, com o seu jardim e miradouro, é ex-libris. Para Sul ficam o Tejo e os campos férteis da Lezíria, marcada por extensos vinhedos em traços de geometria aperfeiçoada, enquanto para Norte, já no Bairro, são os olivais que preenchem a paisagem. Olivais que bordam, na Azóia de Baixo, a casa bem preservada onde viveu o historiador e romancista Alexandre Herculano, aqui conhecido como "O Azeiteiro". Continuando a subir, até aos limites do concelho, depara-se-nos o manto florestal, prenúncio da paisagem carsa. É o domínio dos grandes maciços calcários do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, dos algares, das grutas e dos pequenos recantos que deslumbram quem por aqui se aventura.

Do Centro Histórico de Santarém até ao Tejo
O Centro Histórico
O Centro Histórico de Santarém é o maior núcleo antigo de Portugal, ocupando uma área de 1,42 Km2, o que corresponde à quase totalidade do tecido urbano consolidado.
As construções tiveram que obedecer os contornos altos e baixos do planalto por um assentamento dos vários núcleos nos locais onde a estabilidade geológica oferecia maior segurança.
A morfologia urbana de Santarém obedece a uma lógica de desenvolvimento urbano linear e orgânico que testemunha as diferentes ocupações que a cidade conheceu ao longo dos seus três milénios de história.
Do urbanismo romano, ficou o traçado perpendicular das duas artérias principais da cidade, para além da estrutura rectilínea das vias secundárias do Bairro do Pereiro, vestígio provável do cardus e do decumanus.
A influência urbana muçulmana está presente quer no subsolo, quer ainda no traçado sinuoso de algumas ruas e vielas, nos becos ou nos pátios interiores, espaços de "descompressão" urbana onde o público e o privado se relacionam sem fronteiras defenidas.
Os largos e as praças, são por sua vez um legado cristão, assumindo-se como lugares de acontecimento por excelência. Estes locais evocam as realidades vivenciais da cidade medieval e moderna, uma vez que aqui afluíam as pessoas, os bens e as crenças e aqui se efectuavam as reuniões políticas, económicas, sociais ou religiosas, quer locais quer nacionais.
A estrutura urbana de Santarém complementa-se pela variedade e qualidade da linguagem estética das fachadas, a originalidade de varandas, telhados, portas, janelas ou revestimentos cerâmicos ímpares no País.
Analizando a situação geográfica de Santarém conseguimos perceber a importância estratégica desta cidade, não só pelo facto de se situar num planalto mas também pelas inumeras vantagens do rio Tejo, entre elas a navegabilidade.
Antes das vias rodo e ferroviárias rasgarem os solos virgens do nosso País eram as vias fluviais (em especial as mais facilmente navegáveis) que se assumiam como veículos de comunicação por excelência, fundindo os dois estilos de vida que, desde sempre, caracterizaram a Nação: o do continente agrícola e o do litoral marítimo.
Nesta perspectiva, é facilmente compreensível a importância que o Tejo teve na história de Santarém.
A sua vasta extensão e fácil navegabilidade foram primordiais na fundação e desenvolvimento futuro da cidade, uma vez que a urbe se assumiu como o mais importante porto do Tejo médio com os Romanos, os Muçulmanos e os Cristãos. Em especial desde que, no século XVI, Lisboa se tornou capital do Reino e aumentou a sua preponderância económica, que as comunidades ribeirinhas de Santarém não mais deixaram de crescer, em franca comunhão com o Tejo e com os seus vastos recursos.
O planalto e as zonas ribeirinhas
É a relação entre estas duas estruturas urbanísticas que confere o cunho de originalidade a esta cidade do Ribatejo português.
O planalto é o lugar de fixação de comunidades agro-pastoris, adquirindo cedo uma função estratégico-militar (função materializada depois com a constituição do oppidum romano ou da Alcáçova muçulmana), a zona baixa erigir-se-ia como área de interpenetração de povos mediterrânicos, orientais e atlânticos. De vocação piscatória, comercial e industrial por excelência, esta área está estreitamente ligada ao rio e posicionada geograficamente por forma a beneficiar da protecção da cidadela.
Seria nesta área ribeirinha que nasceriam dois núcleos urbanos, cuja fundação parece indissociável da mitologia greco-romana e cristã da cidade de Santarém e que outrora se ligavam à parte alta através de uma complexa rede viária e de um sistema gigantesco de fortificações: o Alfange e a Ribeira.
A tradição historiográfica tem relacionado a origem do bairro de Alfange com a opção de Abidis, descendente mitológico de Ulisses, de aqui fundar Scallabis, uma importante urbe do curso médio do Tejo e base de assentamento da realeza local, em função da semelhança geográfica com Roma (as sete colinas). O certo e que o peso histórico de Alfange parece ter sido considerável antes do séc. XIV, se atendermos às três paróquias que aí se implantaram e cuja ancestralidade é hoje comprovada. De um primitivo porto fluvial, Alfange transformar-se-ia numa importante comunidade piscatória, cujos recursos permitiram fundar a Igreja paroquial de São Pedro, "o Novo", ou dos Pescadores. No séc. XIV, porém, parece ter perdido a sua anterior fulgurância, caindo numa estagnação irreversível.
Na Ribeira, por seu lado, nascerá o nome de Santarém, em função de aí ter sido sepultada Santa Iria ou Irene (séc. VII-VIII), Virgem do martirológico cristão e cujo étimo serviria para substítuir a antiga designação de Scallabis. Bairro burguês e industrial, cresceu a partir do séc. XIV, quando o aumento do tráfego fluvial e terrestre fez dela uma peça fundamental na economia da cidade e um centro vital.
Bairros da Mouraria ce Judiaria
Os bairros arrabaldinos da Judiaria e da Mouraria correspondem a espaços contidos no interior dos muros onde, entre o século XIV e 1497, se instalaram as populações tidas como minorias.
O bairro da Judiaria encontrava-se adjacente às muralhas do "Aipram" (Alporão), enquanto que o da Mouraria se localizava exteriormente à primitiva cerca do planalto, sendo só após a construção da cerca femandina que veio a ser inserido no interior do recinto amuralhado.
A freguesia de S. Martinho, toponímia marcada pelo largo do mesmo nome, incluía a residência de mercadores do Aipram (palavra árabe que significa terreno elevado), zona artesanal de tendas e de intensa actividade comercial, integrando nas suas imediações o bairro da Judiaria, de acesso possível pela ainda hoje existente Travessa da Judiaria.
As ruas e becos de traçado irregular, construções reflectindo a cultura e a religião das populações então marginalizadas, privilegiavam o interior e estão agora geralmente ocupados por habitantes de parcas posses, num rico tecido urbano infelizmente marcado pelo abandono e pela falta de reabilitação construtiva e social.
Não obstante, trata-se de um património cultural que é digno de visita, valorizando-se fachadas, cantarias, telhados de "tesouro" ou "tesoura", a toponímia sugestiva de antigas actividades e utilizações: localizadas na actual freguesia do Salvador, a Travessa da Mouraria, o Beco dos Agulheiros ou a Travessa dos Surradores, onde se destaca a residência (n°. 9) conhecida como Casa dos Mascarões, em cujo primeiro piso estão representadas caras de animais fantásticos, em jeito de mísulas. Os muros caiados de branco deixam adivinhar a primazia concedida aos pátios interiores, lembrança urbana da antiga ocupação árabe, reforçada ainda pela presença de algumas pequenas hortas e pomares.
Da Mouraria, diz Angela Beirante: "À retaguarda da Câmara, ficava a chamada travessa por Detrás dos Açougues (correspondente à Rua 15 de Março), ladeada de pardieiros e lagares. Entre os proprietários de lagares contava-se o Convento de Alcobaça e um rico mercador (...). Marvila tinha aí alguns pardieiros e nessa travessa vivia um tabelião, um latoeiro e um ourives.
Aporta de Atamarma integrava um complexo de artérias e a sua comunicação com a Praça fazia-se pelo menos por duas ruas (...) A rua das Tendeiras que saía da Praça do Pelourinho é identificada (...) com a rua das Frigideiras, nome que ainda se mantém.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Simbolos da cidade
O Jardim das Portas do Sol, construído no local de um antigo castelo mourisco e com os seus jardins rodeados pelas velhas muralhas medievais da cidade, a vista sobre o rio Tejo e sobre a vasta lezíria poderia muito bem constituir um emblema desta agradável capital distrital do Ribatejo.Outro símbolo da cidade são os campinos, com as suas roupas típicas e coloridas que se reunem aqui na FNA (feira nacional da Agricultura) em Santarém no CNEMA em especial, durante a temporada das touradas ou em Junho, quando Santarém recebe a maior feira agrícola do país.Neste mesmo terreno da conhecida feira existem restaurantes durante onde, algumas das especialidades gastronómicas do Ribatejo, região famosa pela criação de touros e cavalos.A cidade tem razão para se orgulhar do seu passado: um importante centro durante a ocupação dos romanos, foi eleita como praça-forte pelos mouros e, mais tarde, foi escolhida pelos reis de Portugal para muitas reuniões das Cortes.Na parte velha da cidade (Centro Histórico) pode visitar-se a Igreja do Seminário, de estilo barroco e construída em 1640, com um tecto de madeira pintado e decorações de mármore e ouro; ou a Igreja da Graça, do século XIV e com uma maravilhosa janela esculpida de uma única peça, que contém a pedra tumular de Pedro Álvares Cabral, o navegador que descobriu o Brasil.
O Museu Arqueológico São João de Alporão, é bastante interessante, com muitas peças dos períodos romano e mourisco e com o túmulo, elaboradamente esculpido, de Duarte de Meneses, um heróico governador de Portugal em Marrocos, que se diz conter o que pôde ser salvo após a sua morte violenta às mãos dos árabes: um único dente.
Também vale a pena visitar:
Estação de Caminhos de Ferro, com os seus painéis de azulejo policromos incidentes sobre temática local e regional, e a secção museológica da C.P., integrando um notável espólio para a compreensão da história dos caminhos-de-ferro em Portugal.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Zona Ribeirinha
Santa Iria da Ribeira de Santarém
A freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém tem uma área de 14,488 e fica situada no extremo oriental do concelho de Santarém, integrando o seu Centro Histórico.A freguesia deve o seu nome ao facto de estar situada junto ao Rio Tejo (Ribeira de Santarém), sendo que a evocação do nome Santa Iria impôs-se à medida que o nome antigo de "Scallabis" foi desaparecendo, ficando assim "Shantarim", Santa Iria da Ribeira de Santarém.A freguesia resulta da fusão dos seus principais bairros medievais, Seserigo, palhais e Bairro do Conde. A actual Santa Iria da Ribeira de Santarém é formada pelas antigas paróquias de Santiago, Santa Cruz e São Mateus.
Esta freguesia expandiu-se, entre os séculos XII e XIV, devido à importância comercial e artesanal que assumia na altura, importância esta derivada sobretudo da sua proximidade ao Rio Tejo, de que podia usufruir, quer em termos de actividades marítimas e fluviais, quer também por se situar junto a uma das principais vias terrestres direccionadas para o Norte do país. No século XVIII, continuava a ser uma vila importante, embora mais virada para as actividades manufactureiras e mercantis. O maior crescimento que Santa Iria da Ribeira de Santarém conheceu, ocorreu no século XIX, com o registo de grande crescimento da população da cidade, o que levou algumas pessoas a procurarem esta freguesia para residirem.
Com a chegada dos caminhos-de-ferro a Santarém, em 1861, a Ribeira acelera a perda da sua importância estratégica e económica, constituindo hoje um conjunto urbano de grande dignidade, coroado pela Praça Oliveira Marreca, espaço cuja reabilitação se impõe.Dando continuidade a este núcleo ribeirinho, a comunidade piscatória do Alfange (antigo Alfanxe) alarga a zona Ribeirinha, permitindo a ligação fluvial com as Caneiras, local apetecível pela excelente gastronomia tradicional e pela oportunidade de conhecer o que ainda subsiste das características habitações da antiga aldeia palafita, com as suas cores garridas e a articulação com o movimento das águas tejanas. Mais recentemente, tem-se vindo a assistir ao desenvolvimento do Projecto Al-Margem, cujo objectivo prioritário é devolver a Santarém um espaço de lazer, turismo e cultura, que reaproxime também a população do Planalto ao Rio, designadamente através da intervenção nos núcleos da Ribeira de Santarém e Alfange.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Mercado Municipal de Santarém
Foi inaugurado em 1930, o Mercado Municipal de Santarém foi edificado segundo o projecto do Arquitecto Cassiano Branco, numa fase precoce da sua carreira, ainda distante do modernismo que posteriormente viria a marcar decisivamente a sua obra. A área central do mercado apresenta uma estrutura em ferro à vista o que contrasta com a decoração exterior das fachadas, em alvenaria, onde predominam os motivos da arquitectura tradicional.

Os painéis de azulejos nas fachadas representam actividades da região e a venda junto ao mercado.
Para além da beleza arquitectónica aqui encontrará peixe fresco, fruta e legumes frescos provenientes da região.
O edifício é em forma quadricular, em volta dos feirantes há várias lojas, talhos e cafés que dão acesso ao interior e exterior do mercado.
O mercado hoje funciona há meio gás, devido a grande quantidades de superfícies comerciais, esta actividade comercial está a desaparecer.
Já existe muitos projectos para aquele espaço, em alguns desses projectos é ter ali um posto do turismo, comércio e produção de artesanato com um horário de funcionamento alargado.
