O centro Histórico de Santarém é a área mais antiga e característica da cidade. Engloba cerca de 1,5 Km2, abrangendo uma zona que vai desde os bairros ribeirinhos de Alfange e Ribeira ao planalto; de S. bento ao antigo hospital, do Jardim das Portas do Sol, passando pela zona do cemitério dos Capuchos, ao edifício do Seminário e Mercado Municipal.
Possui cerca de 25 edifícios classificados de várias épocas, engloba 4 freguesias representando uma população estimada em 7.500 habitantes.
O Centro Histórico de Santarém junta os atributos duma malha urbana de característica medieval com alguns edifícios de arquitectura civil e religiosa (principalmente de estilo gótico), testemunhos visíveis da grandeza e importância que a cidade possuiu ao longo da sua história, vestígios de épocas passadas ainda em grande parte por desvendar.
Recentemente, por influência de diversos vectores, como a cultura e o turismo, assistiu-se a um movimento de reconhecimento do importante património histórico da cidade.
O centro histórico de Santarém assim como outros, infelizmente, por causa das leis do arrendamento urbano, encontra-se abandonado e despovoado.
As baixas rendam praticadas e a perda de poder de compra por parte dos senhorios, fizeram com que a cidade perdesse muitos dos seus prédios classificados como património histórico.
Hoje a cidade velha necessita urgentemente de um grande investimento para que possa ressuscitar e cativar moradores e estudantes.
As casas existentes não oferecem condições de habitabilidade e os senhorios na sua maior parte, não tem condições financeiras para executar as obras necessárias, assim vai se perdendo os marcos da história de Santarém.

Os Centros Históricos e os Núcleos de Formação Histórica representam a génese da ocupação urbana no território. Reflectindo os valores ancestrais das necessidades das populações, nas suas formas de vivência diária assumem-se como um importante valor patrimonial de referência histórica, cultural e social.
ResponderExcluirAmeaçados pela degradação física do seu edificado, pelo envelhecimento gradual do seu tecido social, bem como pelas constantes pressões de transformações urbanas, surge a necessidade de desenvolver uma metodologia estratégica de acção, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida das populações, através da revitalização, reabilitação e valorização das características dos centros históricos, procurando prevenir “revoluções”, promovendo antes “evoluções” graduais, estimulando o desenvolvimento e a continuidade das identidades locais.
Tudo isto é muito bonito, mas Santarém não tèm políticos a altura. Nestes ultimos 30 anos só o "MOITA FLORES" tentou fazer algo diferente mas mesmo assim fizeram-lhe a vida negra. Os nossos representantes em Santarém só querem é taxo. Tirando o LUDGERO do PS e o seu amor a cultura e a esta cidade, o resto pode por no lixo.
É preciso vir alguem de fora para fazer algo pela nossa querida cidade.
Agora nas próximas eleições ganha o PS e voltaremos a andar para trás. Podia ser qualquer partido a ganhar, ms se ganhar o PS voltaremos ao atrazo de vida. Saúde e felicidades para o blogue.
Boa tarde, gostaria de saber se as fontes bibliográficas deste texto poderiam ser fornecidas
ResponderExcluirMensageiras do Mar
ResponderExcluirOndas são mensageiras do mar.
Quando harmoniosas trazem notícias
Que enchem nossos corações de alegria.
Quando o homem destrói o seu meio, o mar,
Elas são vingativas,
Trazem mensagens de fúria
Rompendo diques, invadindo ruas...
Ondas são como o beijo:
Oferecido pela pessoa amada
Deixa-nos sedentos de amor.
Mas quando frio, gelado
Deixa-nos cada vez mais finitos.
As ondas são o pacto
Entre o mar e o oceano
Que reivindicam o que lhes pertence:
Grãos de areia que juntos
Formam o seu leito,
O seu repouso.
*Do livro “O Anjo e a Tempestade”, do escritor mineiro Agamenon Troyan