segunda-feira, 22 de junho de 2009
Breve história de Santarém.
Mem Ramires e a Conquista de Santarém
Lenda da Fundação do Mosteiro de Alcobaça
Em 1147, a moura renegada Zuleiman apresentou-se nos paços de Coimbra na presença de D. Pedro Afonso, irmão do primeiro rei de Portugal, surpreendendo o infante com a revelação que aquela seria a melhor altura para conquistar Santarém. Zuleiman despeitada por ter sido abandonada por Muhamed, o alcaide de Santarém, queria vingar-se dando aos cristãos as informações que tinha sobre a defesa do castelo. Entretanto, D. Afonso Henriques já tinha enviado o seu cavaleiro Mem Ramires a Santarém para estudar o inimigo e a astúcia e a cautela do cavaleiro foram fulcrais para a decisão do ataque. Conta a lenda que foi na serra dos Albardos que o primeiro rei de Portugal fez a promessa de construir um mosteiro se Deus lhe desse a vitória. Mem Ramires segurou a escada contra as muralhas por onde entraram os soldados e Santarém amanheceu cristã. O mosteiro de Alcobaça foi construído em cumprimento de um voto do primeiro rei de Portugal, sendo juntamente com a Batalha e os Jerónimos uma das jóias mais preciosas do património arquitectónico português.
Lenda da Fonte da Moura
Jardim Ribeira de Santarém
A freguesia resultou da fusão dos seus principais bairros medievais, como Sesarigo, Palhais e Bairro do Conde.
O Bairro da Ribeira desenvolveu-se junto do local onde desagua a Ribeira de Runes, na margem direita do Tejo. Este bairro de "assalariados e mesteirais" encontrava-se dividido em 3 paróquias: Santiago (1157), Santa Cruz (século XIII) e Santa Iria.
Estas 3 freguesias, juntamente com a freguesia de S. Mateus (século XIII), originaram a actual freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém.
Crê-se que o culto a Santa Iria ou Santa Irene, terá determinado o actual topónimo de Santarém (Santa Irene – Santa Helena – Santarém).
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Mercado Municipal de Santarém
Foi inaugurado em 1930, o Mercado Municipal de Santarém foi edificado segundo o projecto do Arquitecto Cassiano Branco, numa fase precoce da sua carreira, ainda distante do modernismo que posteriormente viria a marcar decisivamente a sua obra. A área central do mercado apresenta uma estrutura em ferro à vista o que contrasta com a decoração exterior das fachadas, em alvenaria, onde predominam os motivos da arquitectura tradicional.

Os painéis de azulejos nas fachadas representam actividades da região e a venda junto ao mercado.
Para além da beleza arquitectónica aqui encontrará peixe fresco, fruta e legumes frescos provenientes da região.
O edifício é em forma quadricular, em volta dos feirantes há várias lojas, talhos e cafés que dão acesso ao interior e exterior do mercado.
O mercado hoje funciona há meio gás, devido a grande quantidades de superfícies comerciais, esta actividade comercial está a desaparecer.
Já existe muitos projectos para aquele espaço, em alguns desses projectos é ter ali um posto do turismo, comércio e produção de artesanato com um horário de funcionamento alargado.