segunda-feira, 22 de junho de 2009

Breve história de Santarém.

Com as invasões dos chamados povos «bárbaros», é conquistada pêlos Alanos e Vândalos, tomando o nome de Escálabis. Também os Suevos foram senhores de Santarém, a quem chamavam Calabicastro, designação que se mantém quando, no século VII, aqui se fixam os Visigodos. Após o martírio de Santa Iria, ou Irene, que terá ocorrido no segundo quartel do século VII, já então cristianizados os Visigodos, o local toma o nome de Sancta Irena ou Sancta Herena. Os Mouros tomaram o Castelo de Sancta Irena, em 715, e logo lhe mudaram o nome para Chantarin, ou Chantirein, ou ainda Xantarin. D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, conquistou Santarém aos mouros — pedra angular da nossa reconquista — no dia 15 de Março de 1147, cumprindo, desta forma, o objectivo prioritário de fixar a fronteira da reconquista na linha do Tejo.A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C.. A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a. C. e a designaram como Scallabis. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Nos quatro séculos de ocupação islâmica que se -feguiram, a urbe viu renascer o seu papel estratégico-militar, mas, também, cultural e artístico, tendo aqui vivido alguns dos mais importantes poetas e trovadores do mundo árabe. O Rei Afonso VI de Leão concedeu-lhe o seu primeiro foral em 1095. Reconquistada, em 1147, por D. Afonso Henriques, este concedeu-lhe novo foral em 1179.Durante os séculos XIV e XV o ambiente palaciano que aqui se vivia emprestou-lhe uma notoriedade cultural relevante, nela se concentrando importantes trovadores e jograis, alguns naturais de Santarém. O Terramoto de 1755 destruiu grande parte do património mais notável da Vila, em particular igrejas e conventos. No contexto das Invasões Francesas e da Guerra Peninsular, mais uma vez, Santarém assumiu um papel estratégico-militar fundamental, mas viu grande parte do seu património mais significativo ser destruído e saqueado pelo vandalismo dos ocupantes. À semelhança de outras cidades amuralhadas, o Centro Histórico de Santarém é constituído por uma teia de ruas estreitas e sinuosas. Ruas que apresentam linhas e cores inesperadas, becos, arcos, calçadas e escadinhas que se adaptam ao ondulado do planalto e da encosta. Percorrendo a cidade, pórticos e rosáceas, arcarias e frestas, elementos decorativos de traço ogival, janelas manuelinas, cunhais da renascença, escudetes afonsinos, torres e cúpulas, revelam-nos um núcleo urbano em que o civil e o religioso convivem e se entrelaçam. Os inúmeros e valiosos exemplares da arte gótica conferiram-lhe o epíteto de “Capital do Gótico”. Aqui, jamais o arqueólogo, historiador, artista ou simples passante, deixará de se sentir arrebatado. Nesta "Acrópole Ribatejana", a Porta do Sol, com o seu jardim e miradouro, é ex-libris. Para Sul ficam o Tejo e os campos férteis da Lezíria, marcada por extensos vinhedos em traços de geometria aperfeiçoada, enquanto para Norte, já no Bairro, são os olivais que preenchem a paisagem. Olivais que bordam, na Azóia de Baixo, a casa bem preservada onde viveu o historiador e romancista Alexandre Herculano, aqui conhecido como "O Azeiteiro". Continuando a subir, até aos limites do concelho, depara-se-nos o manto florestal, prenúncio da paisagem carsa. É o domínio dos grandes maciços calcários do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, dos algares, das grutas e dos pequenos recantos que deslumbram quem por aqui se aventura.

Mem Ramires e a Conquista de Santarém

Lenda da Fundação do Mosteiro de Alcobaça.

Lenda da Fundação do Mosteiro de Alcobaça


Em 1147, a moura renegada Zuleiman apresentou-se nos paços de Coimbra na presença de D. Pedro Afonso, irmão do primeiro rei de Portugal, surpreendendo o infante com a revelação que aquela seria a melhor altura para conquistar Santarém. Zuleiman despeitada por ter sido abandonada por Muhamed, o alcaide de Santarém, queria vingar-se dando aos cristãos as informações que tinha sobre a defesa do castelo. Entretanto, D. Afonso Henriques já tinha enviado o seu cavaleiro Mem Ramires a Santarém para estudar o inimigo e a astúcia e a cautela do cavaleiro foram fulcrais para a decisão do ataque. Conta a lenda que foi na serra dos Albardos que o primeiro rei de Portugal fez a promessa de construir um mosteiro se Deus lhe desse a vitória. Mem Ramires segurou a escada contra as muralhas por onde entraram os soldados e Santarém amanheceu cristã. O mosteiro de Alcobaça foi construído em cumprimento de um voto do primeiro rei de Portugal, sendo juntamente com a Batalha e os Jerónimos uma das jóias mais preciosas do património arquitectónico português.

Lenda da Fonte da Moura

A muito antiga Fonte da Moura que ainda hoje existe nos arredores de Santarém tem na origem a história da perseguição dos Mouros por D. Afonso Henriques, após a conquista da cidade. Um grupo de cavaleiros, liderado pelo jovem rei, seguia já há dias pelos campos quando, cheios de sede, procuraram uma fonte. Foi então que surpreenderam uma jovem moura fugitiva que ao ser questionada onde ficaria a fonte mais próxima lhes disse que era muito longe, acrescentando em tom de desafio que se o Deus dos cristãos era tão poderoso que fizesse nascer ali mesmo uma fonte. Talvez então ela se convertesse. D. Afonso Henriques desceu do cavalo e retirou-se para rezar e, de repente, ouviu-se um som surdo e viu-se um jacto de água límpida e fresca que formou um pequeno regato. Os cavaleiros ajoelharam-se perante o milagre e a jovem moura, que chorava de emoção, prometeu dedicar a sua vida ao Deus cristão. A fonte ficou para sempre conhecida como a Fonte da Moura.
gbgsf

Jardim Ribeira de Santarém

A freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém tem sede na Cidade de Santarém.O nome da Ribeira adveio do facto de estar situado junto do Rio Tejo.
A freguesia resultou da fusão dos seus principais bairros medievais, como Sesarigo, Palhais e Bairro do Conde.
O Bairro da Ribeira desenvolveu-se junto do local onde desagua a Ribeira de Runes, na margem direita do Tejo. Este bairro de "assalariados e mesteirais" encontrava-se dividido em 3 paróquias: Santiago (1157), Santa Cruz (século XIII) e Santa Iria.
Estas 3 freguesias, juntamente com a freguesia de S. Mateus (século XIII), originaram a actual freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém.
Crê-se que o culto a Santa Iria ou Santa Irene, terá determinado o actual topónimo de Santarém (Santa Irene – Santa Helena – Santarém).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mercado Municipal de Santarém

Mercado Municipal
Foi inaugurado em 1930, o Mercado Municipal de Santarém foi edificado segundo o projecto do Arquitecto Cassiano Branco, numa fase precoce da sua carreira, ainda distante do modernismo que posteriormente viria a marcar decisivamente a sua obra. A área central do mercado apresenta uma estrutura em ferro à vista o que contrasta com a decoração exterior das fachadas, em alvenaria, onde predominam os motivos da arquitectura tradicional.



Os painéis de azulejos nas fachadas representam actividades da região e a venda junto ao mercado.
Para além da beleza arquitectónica aqui encontrará peixe fresco, fruta e legumes frescos provenientes da região.
O edifício é em forma quadricular, em volta dos feirantes há várias lojas, talhos e cafés que dão acesso ao interior e exterior do mercado.
O mercado hoje funciona há meio gás, devido a grande quantidades de superfícies comerciais, esta actividade comercial está a desaparecer.
Já existe muitos projectos para aquele espaço, em alguns desses projectos é ter ali um posto do turismo, comércio e produção de artesanato com um horário de funcionamento alargado.